CONFIRA A ESTREIA DA COLUNA CALOOR FM SOB COMANDO DE PATRICKTOR4

Todas as sextas a humanidade é inundada por lançamentos musicais nas plataformas streaming e para não ficarmos de fora disso o DJ e radiomaker PATRICKTOR4 criou a playlist/coluna CALOOR FM, trazendo toda semana lançamentos que estão esquentando a cena pop tropical. Na coluna e na playlist, além de artistas brasileiros de vários estilos, lugares e linguagens, nomes de outros países trazem links, influências e referências que se conectam com nossas sonoridades.

Nesta semana os mineiros do Lamparina e a Primavera, e o novo feat. do Djonga com Sest, diretamente de Portugal MURAIS lança seu disco de estreia, do Rio de Janeiro o encontro de Bnegão e DigitalDubs, os maranhenses da banda Criolina recebem os paranaenses Estrela Leminski e Téo Ruiz. Mas encabeçando a playlist desta semana temos o dj e produtor alemão Daniel Haaksman, que tem seu lançamento esmiuçado na análise do DJ e compositor paraense radicado em Floripa MAFRA.
Até semana que vem!

Caloor FM, Música [email protected]
@Caloor_record

DANIEL HAAKSMAN, A NATUREZA E UM CONVITE PARA O QUE VIRÁ

Por @mafraainda

Nos primeiros segundos de “Vem”, single que o DJ/produtor Daniel Haaksman coloca no mundo sexta, 16 de abril (através do selo Man Recordings), é possível ouvir ruídos que nos transportam para uma espécie de campo ou floresta, como se a natureza nos anunciasse que também está na música. Esse início tanto remete a uma noite escura, quanto a um possível amanhecer primaveril em que o sol nos vai chegando devagar, junto com uma harpa que se apresenta logo adiante. Esse instrumento, aliás, ao invés de nos evocar algo grandiloquente, pelo contrário, traz delicadeza ao ouvinte e acaba reforçando uma característica muito particular do trabalho do berlinense Haaksman, o atravessamento de orgânico e eletrônico. Tudo muito sutilmente costurado.

Embora o músico seja lembrado pela força que sua produção tem nas pistas, por seus graves poderosos, não se nega que parte da graça dessa e de outras das suas criações está na soma entre elementos “tradicionais” e batidas produzidas digitalmente. Aqui se sobressaem os synths – que ora imitam cordas, ora evocam um “clássico” synclavier oitentista. A atmosfera toda acaba nos transportando para uma festa ao ar livre. Se fecharmos os olhos, talvez seja possível nos ver em meio à multidão, dançando e respirando o mesmo ar, sem medo, livres, sob o sereno e à luz das estrelas. Claro, talvez essa seja uma impressão equivocada, uma fantasia criada por alguém que permanece em isolamento social.

Se essa festa fosse real, provavelmente a faixa de Haaskman seria trilha perfeita para o seu ápice. Com arranjo afro-house que remete ao angolano Funana e um clima um tanto melancólico/introspectivo que espelha o nosso agora, ela nos libertaria para dançar com sorriso no rosto e lágrima nos olhos. Como acontece em raros instantes em que a pista nos transporta para outra dimensão e nos tornamos um, conduzidos pela corporalidade da música, por sua energia primitiva e seu calor.

“Vem” não tem exatamente uma letra, ainda assim, é possível interpretá-la como um convite muito particular, feito pela natureza ou pelo mundo lá fora. Como que nos lembrando algo que não podemos esquecer, o vírus hostil à nossa espécie é tão inquilino desse planeta quanto a gente e, a despeito do momento difícil, a natureza, o mundo, seguem o seu ciclo e nos aguardam para outras manhãs, outras noites, outras festas e muitas outras canções que ainda virão.

Mafra é compositor e DJ, paraense radicado em Floripa.

 

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