A EFICAZ PARCERIA ENTRE O SEBRAE MINAS E A SIM SÃO PAULO

Criada em 1972, o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), oferece apoio e capacitação a empresas e pessoas que tem boas idéias, mas nem sempre tem conhecimentos operacionais e técnicos. Através de cursos e palestras a entidade oferece ajuda para que o empreendedor que possa cumprir todas as etapas de seu negócio. Com sucursais em todo o Brasil, algumas unidades do SEBRAE oferecem esse tipo de ajuda à projetos ligados à música e cultura, mas nesse setor o destaque fica com o SEBRAE Minas, que há mais de dez anos oferece um programa de capacitação aos músicos independentes, que já habilitou mais de 150 carreiras artísticas. ”No formato que a gente atua, de um programa de capacitação, que leva os artistas para participar de feiras e eventos do segmento, é só o SEBRAE MINAS, os outros estados, também, trabalham de alguma forma com a música e cultura, mas não sei exatamente como”,  diz Raquel Vilarino Reis, gestora do projeto de cultura de BH do SEBRAE-MG. “Acreditamos no valor da cultura como desenvolvimento territorial e econômico, trabalhamos muito com a questão do desenvolvimento econômico local, acreditamos que a cultura e a economia criativa possa sim ser esse viés para desenvolver uma região, por isso investimos tanto. Sabemos que temos essa cultura forte, essa raiz que ás vezes, fora do Brasil tem muito mais valor, e a gente gosta de incentivar isso por aqui, o SEBRAE Minas acredita nisso, por isso tem um investimento grande no segmento”, completa.

Em seu projeto, o SEBRAE procura desenvolver o lado empreendedor dos músicos, mostrando que uma carreira é um negócio criativo, diferente do mercado tradicional, mas que também necessita de planejamento, conhecimento e preparo.

“A minha relação com SEBRAE começou em 2017 quando resolvi lançar minha carreira solo, independente, e eu não tinha a mínima noção por onde começar e também não tinha muita grana para investir. e aí eu fiz o curso do SEBRAE. A partir dali mudou totalmente a minha perspectiva em relação ao mercado da música, eu aprendi de fato como se trabalha com esse negócio parei de fazer da música uma coisa simplesmente lúdica e passe a tratar como uma coisa mercadológica mesmo”, conta o músico mineiro Léo Guto.

Como parte dessa capacitação, o SEBRAE entende que a ampliação das conexões e contatos é algo importante na carreira de um músico. “Começamos a trabalhar todas as questões de gestão dessa carreira com planejamento estratégico, meta, plano de negócios, sempre lembrando que é um negócio criativo e cultural, a gente adapta toda a linguagem a esse público. Trabalhamos no viés da capacitação, da sensibilização e de mercado, e dentro dessa questão de mercado é onde a gente acha interessantíssimo estar na SIM”, conta Raquel. “A gente procura todo ano estar na SIM   já fomos só gestores do Sebrae, já levamos vários artistas para participar do evento, chamamos isso de missão. No ano passado intensificamos nossa ação na SIM e foi maravilhoso. Os artistas precisam estar presentes na cena nacional, do mercado da música e internacional também porque a SIM é internacional. Percebemos que podíamos ir além, que temos essa capacidade e essa qualidade musical e artística então no ano passado tivemos um espaço para as bandas mineiras, que participaram desse programa, se apresentarem. Foi incrível, os artistas ficaram muito felizes, a repercussão em todos os sentidos foi maravilhosa, tanto para a imagem do SEBRAE quanto para a imagem dos artistas”, conclui Raquel.

 Neste ano, como parte da parceria com a SIM , o SEBRAE Minas é uma das entidades que participam da série de coquetéis de network virtuais, que acontecem no início de dezembro. Raquel conta que procurou a diretora da SIM Sâo Paulo, Fabiana Batistela, para saber como seria a edição desse ano e como poderiam participar: “Foi uma grata surpresa. No meio do caos e de tudo, vocês conseguiram melhorar o evento, virou algo contínuo, não apenas em dezembro, tem informação o ano todo. Quando a gente percebeu essa questão online, vimos que, de novo a gente poderia ter essa possibilidade dessa ação de networking, do coquetel online, e dos músicos poderem se apresentar, e não perdemos a oportunidade de estar presente, é muito bom para todo mundo.”

 O cantor e compositor Léo Guto já esteve presente em duas edições da SIM, e conta que isso foi algo fundamental em sua formação como artista:  “Hoje eu posso dizer que, graças à SIM São Paulo, tenho conexões com músicos da Brasil inteiro, produtores de festivais, e pessoas envolvidas no mercado. Devo muito à SIM São Paulo, é uma feira que abriu muito a minha visão. Aqui em Minas as coisas ocorrem em uma velocidade diferente da São Paulo, então a SIM dá um choque de realidade, a gente passa a se conectar com outras realidades e isso muda nossos paradigmas. É muito importante também a parceria do SEBRAE que está sempre fornecendo esse suporte, são eles que nos garantem o acesso à SIM por meio de subsídio, de parceria mesmo, o SEBRAE é fundamental nesse processo”.

Raquel fala também que estar na SIM ajuda o SEBRAE a ser visto de uma forma diferente: “A nossa experiência de parceria com a SIM está sendo incrível, muito além do que eu imaginava. Talvez o SEBRAE ainda não seja visto como uma entidade que pode ajudar os músicos, os artistas, o povo da cultura. Temos que quebrar isso. O SEBRAE estar na SIM é muito importante para ajudar nessa mudança de imagem entre os artistas, as pessoas dos negócios criativos”, diz Raquel, que completa:  “A gente não quer, de jeito nenhum  perder esse contato e essa parceria e principalmente mostrar que Minas Gerais é forte culturalmente e a gente não pode estar de fora de um evento tão importante como a SIM  para o setor musical.”

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