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CONHEÇA CD BABY, A MAIOR DISTRIBUIDORA DIGITAL DO MUNDO

Com 22 anos de existência, a CD Baby é hoje a maior distribuidora digital de música independente no mundo, com mais de um milhão de artistas com obras em mais de 150 plataformas e serviços digitais de streaming por todo o mundo.

A empresa começou na cidade de Woodstock, nos Estados Unidos, quando o músico americano Derek Sivers criou um website para vender os próprios CDs. Em pouco tempo, ele incluiu discos de bandas locais de músicos amigos e o negócio foi tomando corpo. O nome, CD Baby, surgiu como uma referência ao primeiro disco de um artista.
“Quando a Apple lançou o ITunes, Derek se tornou um dos primeiros parceiros, sendo um dos primeiros a entregar um catálogo de artistas independentes para a plataforma, que até então só tinha artistas das majors”, conta Marcos Chomen, diretor geral da CD Baby Brasil. Muita coisa mudou desde aquela época. “Hoje a CD Baby é uma distribuidora digital em que o artista cria uma conta e pode distribuir seu material. Nós mandamos isso para 150 lojas de streaming em todo o mundo, como Spotify, Deezer, Apple, Amazon, etc. E uma vez que as pessoas ouçam, recolhemos os pagamentos e repassamos semanalmente 91 por cento diretamente para o artista”, completa.

Mesmo com todo o crescimento e a mudança no modo de consumir e distribuir música, a filosofia e o cuidado inicial continuam intactos: “Dentro dessa plataforma nós acreditamos no artista que conduz sua carreira, quebrando o modelo antigo de estar em uma gravadora. Por isso oferecemos serviços e soluções para ele possa divulgar sua música. Nós compramos uma empresa de marketing digital onde ele pode montar campanhas e assim por diante”, explica Marcos Chomen.
Entre os serviços oferecidos pela CD Baby, está o de sincronização, que em termos gerais significa criar um Content ID, um sistema de assinatura digital que permite identificar como e quando uma música está sendo utilizada em uma plataforma como o YouTube, por exemplo, e assim garantir o recolhimento dos direitos autorais. “Adicionalmente também identificamos a música no Facebook, Instagram e TikTok. Uma vez que utilizem eles também pagam o artista pelo uso”, diz Marcos. “Ainda hoje muitos artistas não entendem como tudo isso funciona, nos pedem ajuda e por isso desenvolvemos uma parte educacional muito sólida. Temos, por exemplo, um blog pra fornecer suporte a essas questões, com muitas dicas para artistas e ensinando muitas coisas, o somosmusica.com.br. Temos também nosso canal no YouTube, CD Baby Brasil com uma série de vídeos explicativos. Recentemente fizemos uma série de workshops, foram três dias. Trouxemos pessoas pra falar de marketing digital, levamos pessoas de diversas plataformas para explicar como elas funcionam. E temos um suporte em português que funciona por e-mail, facebook e telefone”, conta. Outro serviço interessante é o CD Baby Pró, para arrecadação de direitos autorais no digital. Para que um artista consiga fazer isso sozinho é necessário ter uma editora.
Outro fator que torna o serviço da CD Baby bastante atraente é o fato da empresa ser um dos únicos três parceiros preferenciais da Apple e Spotify em todo o mundo. “Isso é algo muito importante, pois entregamos um conteúdo de qualidade, temos uma inspeção, e com esse volume de obras distribuídas conquistamos um status preferencial”, explica Marcos. Essa é uma grande vantagem para, por exemplo, conseguir colocar músicas nas disputadas playlists das plataformas.

“Hoje temos uma área nossa dedicada a ouvir as músicas, porque temos que mandar sugestões para entrada em playlists nas plataformas digitais, que é o que chamamos de pitching. Também temos nossas próprias playlists, de diversos gêneros musicais, diz Marcos. “Desenvolvemos uma série de parcerias, como fizemos por exemplo com o programa Filhos da Pátria, apresentado pelo Clemente nas cimento na Kiss FM, de São Paulo. Toda quarta-feira ele toca duas bandas da CD Baby. As bandas nos enviam um e-mail dizendo que querem tocar no programa, junto com um release, e o Clemente escolhe duas músicas. Essa parceria já rendeu até um especial só com bandas CD Baby, o que significa que também colocamos nossas bandas nas rádios. Fizemos uma parceria semelhante com o Circuito MPB da rádio Brasil atual, e agora estamos fazendo também um trabalho com o pessoal do rap no twitter Rap falando que é bem legal porque é um pessoal que tem centenas de milhares de seguidores. Estamos fazendo entrevistas com artistas distribuídos por nós como Rappin Hood, e Xis, que conversam com jovens rappers pra saber o que está acontecendo,o que mudou” diz Marcos.

Um fato interessante é que ainda hoje, muita gente lembra de um artigo publicado no jornal New York Times, no qual a articulista se referia à CD Baby como uma empresa “anti label”.
“Temos vários selos que distribuem com a gente, não somos anti label”, esclarece Marcos, explicando que o artigo se referia ao modelo antigo em que um artista assinava com uma gravadora esperando que ela fizesse tudo por ele, que o tornasse um sucesso, o que raramente acontecia. E a CD Baby veio justamente para mostrar aos artistas e selos que existe um caminho para a gestão de carreira sem depender da estrutura de uma major.

E aí chegamos em um ponto importante. “Vejo que a grande revolução da distribuição digital é que sua música chegar no mesmo lugar que os grandes hits chegam, que são as plataformas digitais, houve uma democratização. Antes você tinha que se esforçar para colocar seus cds físicos em uma loja. Mas o grande desafio hoje em dia, é justamente a pós-distribuição, o que fazer? Como eu divulgo isso? Os artistas precisam entender que os distribuidores fazem seu trabalho, mas como poderiam ajudar 40 mil artistas, ou 1000 artistas, não dá para ajudar todos se o próprio artista não fizer sua parte, o jogo mudou, e mudou para melhor”, diz. “Aqui no Brasil nosso blog se chama Somos Música. Lá fora se chamava Do it Yourself, mas mudamos para Drive it Yourself, conduza você mesmo. Hoje sabemos que um artista tem que entender todos os processos, distribuição, produção musical, divulgação. Como é que tudo isso funciona”, completa.

E agora a CD Baby também está com foco na internacionalização dos artistas que distribui. No final da entrevista Marcos Chomen fala sobre esse projeto: “Sua música está no mundo, mas se você não fizer nada ninguém vai ouvir. E aí pensamos quais países tem mais a ver com sua música. Se você é um artista de MPB, por exemplo, a França, ou Reino Unido são boas opções, talvez o Japão? Pensamos como fazer uma campanha direcionada para esses mercados, vamos ajudar nessa parte. Já temos gente no mundo inteiro, já mandamos música para o mundo todo. O Kiko Loureiro, por exemplo lançou o álbum com a gente e entrou nas paradas lá fora. e também temos o Grammy, há três anos temos 15 indicados”.

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