CONHEÇA E APOIE O INSTITUTO GIRLS ROCK CAMP BRASIL

Fundado em 2001, na cidade de Portland, o Girls Rock Camp chegou ao Brasil através da iniciativa da musicista Flavia Biggs, que em 2003 estava em turnê com a banda Dominatrix pela costa oeste dos Estados Unidos, quando conheceu o projeto original americano. Apaixonada pela iniciativa, ela voltou dois anos depois para trabalhar como voluntária e conhecer melhor os detalhes do projeto. “Resolvi que queria trazer a ideia para o Brasil, fiz um chamamento mobilizei todas as mulheres da música das artes da educação e movimentos sociais que conhecia e finalmente em 2013 fizemos o primeiro Girls Rock Camp Brasil”, conta Flávia, que explica que apesar do projeto seguir as bases da edição americana, sempre houve a preocupação de adaptar e incorporar novas atividades ligadas à realidade brasileira.

Hoje existem edições em três outras cidades brasileiras, e também no Peru, Argentina, Paraguai e Chile. “Embora independentes entre si, nos identificamos como movimento, fazemos parte do Girls Rock Camp Alliance, da qual faço parte do conselho diretor, somos quase 100 camps ao redor do mundo”, conta Flávia Biggs, diretora e fundadora do Girls Rock Camp Brasil, que foi o pioneiro em toda a América Latina.

O objetivo é promover a autoestima o protagonismo e empoderamento feminista de meninas e dissidências de gênero, através da expressão musical. “A superação do desafio que a atividade desenvolve traz como retorno o empoderamento em todos os espaços de convívio da criança. As famílias falam que melhora a socialização na escola, etc. O impacto também pode ser observado pelo voluntariado durante a semana de atividades, nos primeiros dias as crianças permanecem tímidas, depois de pouco tempo já estão correndo pra lá e pra cá falando de suas bandas”, conta Flavia que completa: “Em todos os lugares, mas especialmente no nosso país e demais paises onde o conservadorismo e atitudes contra os direitos humanos vem sendo tratadas como algo “normal”, o empoderamento feminista vem na contra-corrente trazendo a força necessária para combater a opressão de gênero, em diversos setores da vida, que enfrentamos todos os dias. E acredito que o quanto antes as meninas e menines acreditarem em si mesmas, em seu potencial, maior a chance de rompermos com o ciclo da violência e da opressão”.

O ano de 2020 foi particularmente desafiador. Após quase uma década de existência em que o projeto acontecia em espaços públicos como escolas e sindicatos, o Girls Rock Camp Brasil se tornou um Instituto, e em janeiro alugou um local para que tivesse sua sede própria, já que o evento dependia das férias escolares para ocupar esses espaços.  “Resolvemos em 2019 nos formalizar, para tentar expandir nossas ações para mais pessoas, buscando possibilidades de ações em parcerias com organizações públicas e privadas. O que muda com o Instituto é a possibilidade de atividades durante o ano todo, não apenas musicais, mas também teremos teatro, dança, artes marciais entre outras”, explica Flávia. Mas justamente na semana em que aconteceria a inauguração do novo espaço, em março deste ano, foi declarada a pandemia e todas as atividades presenciais foram suspensas. “Então paramos as atividades presenciais, para manter o espaço e atividades fizemos oficinas, festivais  e aulas online, temos também uma campanha de financiamento coletivo  em andamento no catarse http://www.catarse.me/campbr, que é o que tem salvo a gente nestes meses fechados. Nosso trabalho é todo baseado em doações e voluntariado. Queremos muito receber todes que se sintam tocados pela missão do camp de empoderar através da expressão musical, no nosso voluntariado quando estiver seguro. Mas no momento as doações avulsas e nossa campanha de financiamento coletivo é uma forma essencial de ajudar o camp a atravessar este momento delicado”, explica Flávia.

Para conhecer melhor o trabalho do Instituto Girls Rock Camp Brasil, acesse o site do projeto neste endereço. Lá também você terá mais informações sobre como pode ajudar a manter essa iniciativa tão importante.

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