DIREITOS JÁ!: O MOVIMENTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DA LIBERDADE

Vivemos tempos difíceis. Sofremos com um desmonte do setor cultural que afeta diretamente o setor musical. Nos últimos meses, fomos testemunhas de atos arbitrários de censura como o festival Facada, que virou alvo de investigação de crime contra a honra do presidente por conta de seu cartaz ou até mesmo policiais militares interrompendo um show do músico B-Negão por críticas ao presidente. A guerra cultural está declarada, e nesse momento precisamos de ações que defendam a liberdade e a democracia, como tem feito o movimento Direitos Já! Fórum pela Democracia, que surgiu em novembro de 2018, a partir de conversas iniciadas pelo sociólogo Fernando Guimarães, coordenador nacional do movimento. O primeiro ato, realizado no TUCA, em São Paulo, teve a participação de Dom Claudio Hummes, Noam Chomsky, lideranças de 16 partidos políticos e centenas de organizações da sociedade civil, entre elas a UNE, UBES, Centrais Sindicais, ABI, além de diversos religiosos, artistas, intelectuais e lideranças dos movimentos negro, indígena, feminista e LGBT.

“A partir da vitória eleitoral de um projeto com pautas abertamente antidemocráticas, anticivilizatórias, ficou evidente a necessidade de construção de um diálogo amplo visando a defesa do Estado Democrático de Direito”, diz Murilo Muraah, músico, produtor, ativista cultural e coordenador de mobilização da sociedade civil do Direitos Já! Fórum pela Democracia.

Diversos músicos e artistas de outras linguagens já participaram de ações do Direitos Já!, incluindo grandes nomes nacionais como Gilberto Gil, Zélia Duncan, Leci Brandão, Leoni, Xis, Elisa Lucinda, Petra Costa, entre outros. Os atos contaram também com apresentações musicais de Ivam Cabral com artistas da Cia. Os Satyros, Douglas Gomes, Bruna Black, Guga Stroeter, Renato Soares, além do próprio Gil. “A classe artística tem sido um dos principais alvos da extrema-direita no Brasil, sofrendo com ataques à liberdade de expressão e às políticas públicas de cultura. Por sua capacidade de atingir públicos diversos e de fomentar afetos opostos à pulsão de morte propagada por forças reacionárias, a participação de artistas na construção deste diálogo amplo é indispensável.” Murilo reforça que além de acompanhar e compartilhar ações disponibilizadas nas redes sociais do Direitos Já!, os artistas interessados em fazer parte do movimento também podem enviar um e-mail para [email protected].

Com o impacto das fake news sobre a sociedade pelas redes sociais, o acesso a informações confiáveis torna-se essencial. A propagação de teorias da conspiração e de desinformação há anos impulsiona redes de ódio, o que demonstra que a resistência a este projeto passa também pela capacidade de construir diálogos”, aponta Murilo. É com esse foco que o Direitos Já! procura reunir forças da esquerda à direita que estejam comprometidas com os direitos humanos, a pluralidade de ideias e os valores da Constituição brasileira. Além das atividades públicas que incluem os atos, lives e debates e publicação de notas e manifestos sobre temas específicos, também há uma grande articulação nos bastidores: “São atividades que contam com encontros e reuniões de nosso Conselho Político, formado por lideranças de 12 partidos, e também com diálogos constantes com lideranças de entidades da sociedade civil”, complementa Murilo.

Com a chegada da pandemia e o isolamento social, a agenda do movimento precisou se adaptar e alguns atos foram cancelados. Rapidamente, os encontros com as lideranças políticas e da sociedade migraram para as plataformas digitais e, a partir de maio, aconteceu uma uma série de lives pela página do Direitos Já! no Facebook, possibilitando a discussão sobre temas como cultura, educação, saúde, economia, diversidade, o papel das instituições, a questão indígena, racismo estrutural, feminismo e outros temas fundamentais à defesa da democracia. 

Para conhecer o manifesto do movimento Direitos Já! e ficar a par de todas as propostas, visite o site www.direitosjá.org ou a página do Facebook onde são divulgadas muitas das ações do movimento.

A música é uma das ferramentas mais poderosas para se combater desigualdades e lutar por pautas democráticas… a SIM SÃO PAULO está nessa luta.

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