EM PARCERIA COM DATA SIM, SATÉLITELAT INVESTIGA MULHERES NA MÚSICA CHILENA

Em 2019, o DATA SIM realizou um estudo inédito no mercado da música brasileiro. A pesquisa “Mulheres na Indústria da Música no Brasil: Obstáculos, Oportunidades e Perspectivas”, compatibilizada com a “Women In The U.S. Music Industry: Obstacles And Opportunities”, do Berklee College of Music e Women in Music (WIM). Agora, no Chile, ROMMDA  (Red de Organizaciónes en la Música de Mujeres y Disidencias Asociades) e SatéliteLat, anunciam em parceria com o DATA SIM “Mujeres y disidencias en la industria musical chilena: obstáculos, oportunidades y perspectivas”, estudo que vai investigar a presença feminina no mercado musical do país.

Dani Ribas, diretora do DATA SIM, conta que era um sonho das participantes do SatéliteLat (rede de trabalhadoras da música da América Latina) a realização de estudos similares em todos os países da América Latina e que Noela Salas, diretora do IMESUR, foi a primeira a abraçar a ideia fora do Brasil: “Foi ela que viabilizou apoios, inclusive do Ministério da Cultura e das redes de mulheres. E lá no Chile, a gente entende que é este satélite que está realizando a pesquisa em parceria com o DATA SIM. E existem muitas outras redes e agremiações feministas, mais de 20, que estão apoiando a pesquisa”.

Para que as pesquisas pudessem ser feitas tanto no Brasil quanto no Chile, o questionário passsou por alterações a fim de medir os dados corretamente, adaptando-se à realidade de cada país. “A gente calcula nosso salário mensalmente e lá eles calculam os rendimentos anualmente, lá as mentorias têm uma importância muito maior… Então, a gente teve que fazer diversas adaptações para o nosso contexto”, explica Dani. Ela complementa citando o cenário de conflito sócio-político chileno somado ao coronavírus: “Tivemos que fazer mais adaptações além das que já tínhamos feito aqui no Brasil. Quando, na nossa pesquisa, a gente pergunta ‘Qual é sua situação de trabalho agora?’, ‘Qual era sua situação de trabalho 5 anos atrás?’ e ‘Qual será sua situação de trabalho daqui 5 anos, onde você quer estar?’, a gente teve que fazer uma adaptação para o Chile porque não podemos falar do agora dessa maneira… esse agora carrega consigo essas duas crises, né?”

A pesquisadora ressalta que o coronavírus representa um risco maior para mulheres, já que casos de violência doméstica aumentaram exponencialmente após o isolamento social e que o questionário visa, também, ajudá-las. “A gente sabe que elas também estão mais suscetíveis à violência doméstica e isso pode estar sendo ainda mais invisibilizado. Então incluímos uma questão específica sobre isso e perguntamos, inclusive, se ela está precisando de ajuda em relação a esse tipo de problema.”

A execução desse tipo análise representa um avanço na construção de um mercado mais justo, onde mulheres não sejam discriminadas e ocupem cada vez mais espaços. “Quando se tem números em mãos, a gente consegue atuar sobre a realidade”, finaliza Dani Ribas.

O questionário pode ser respondido aqui.

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