Emicida conduz culto para 6 mil pessoas no encerramento da SIM 2019

Fotos: Filipa Aurélio

Por Izabela Delfiol

Durante os 3 dias de convenção da SIM 2019 no CCSP, muito se falou sobre o futuro, sobre o lugar que a música ocupa na construção deste futuro e o que pode ser feito para que ele seja mais igualitário. Nada mais justo, então, que o primeiro evento de encerramento da SIM São Paulo fosse na rua e aberto a todos, com mensageiros do futuro que desejamos fazer parte em seu line-up: Emicida, Drik Barbosa e Throes + The Shine.

A festa aconteceu no domingo, 08/12, na Praça da Luz, no coração da cidade de São Paulo, em um dia ensolarado que parecia ter sido arranjado especialmente para a realização daqueles shows e atraiu 6 mil fãs de música.

Olhando ao redor, era possível ver membros da equipe com galhos de arruda atrás da orelha — um pedido de proteção e também referência à “Princípia”, faixa que abre AmarElo, álbum de Emicida lançado em outubro deste ano. Sorrisos também marcaram presença nas faces de todos, de quem estava trabalhando em cima e atrás do palco a quem foi prestigiar os shows.

Primeira atração da tarde, a rapper Drik Barbosa recepcionou o público com seu repertório que vai de críticas sociais a músicas de amor e celebração, do R&B ao pagode noventista. Acompanhada de banda e duas dançarinas, ela colocou todo mundo para balançar o corpo no ritmo da música com sua energia contagiante.

Na sequência, foi a vez do trio português Throes + The Shine. Uma das grandes revelações da SIM 2019, a banda impressionou a todos com sua mistura de rock e kuduro, numa performance dançante e intensa. As surpresas da apresentação ficaram por conta da participação de Drik Barbosa e de Mob, frontman do grupo, que foi ao chão, pulou a grade de segurança e dançou com a galera, garantindo que aquele momento ficaria na memória de todos.

Encerrando a programação, Emicida apresentou o primeiro show de AmarElo após duas sessões do lançamento que lotaram o Theatro Municipal de São Paulo e sua área externa, onde os shows foram projetados para quem estivesse passando.

No palco, a cenografia e o telão simulavam os vitrais de uma igreja. Combinados aos trajes brancos da banda e à plateia que clamava emocionada todas as rimas do rapper, a atmosfera era similar a de uma cerimônia religiosa.

“Até a lua veio ver,” comentou Emicida entre uma música e outra, apontando para a lua crescente e alta no céu. E à medida em que o sol se punha, o show seguia a tracklist de AmarElo mesclada a hits da carreira do rapper. Sorridente, Drik Barbosa voltou ao palco para cantar “9vinha” e foi recebida com empolgação pela audiência.

Após a última faixa, “Libre”, e uma pequena pausa, o bis teve velhas conhecidas do público: “Gueto/Os Mlk é Liso” e “A Chapa É Quente”, fazendo todo mundo pular até o último segundo. Emicida deixou o palco seguido de gritos pedindo mais uma música e, em pouco mais de uma hora, mostrou o porquê de ser considerado um dos maiores artistas brasileiros atualmente.

Muito mais pode ser dito sobre essas horas de evento na Praça da Luz, um lugar munido de equipamentos culturais e de fácil acesso ao transporte mas estranhamente ignorado pela própria população da cidade. Mais que espalhar shows por vários estabelecimentos de São Paulo, “ocupar a cidade” é também sobre lembrar dos locais e pessoas que não podem ser esquecidos, preenchendo-os de vida, lembrando que o direito à cidade é para todos. E no futuro construído pela SIM São Paulo, ninguém faz nada sozinho e ninguém fica para trás.

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