JULIA NEIVA: É MOMENTO DE FORTALECER OS LAÇOS COMO COMUNIDADE DA MÚSICA

Nova integrante da equipe da SIM São Paulo, a coordenadora de comunicação Julia Neiva chega ao evento num momento único e desafiador pelo qual passa o país, em que o setor cultural se reinventa e renasce. E, nesse cenário, ela vem para somar. “Eu chego com muita energia e vontade de contribuir e aprender com o time da SIM 2020. Fazer parte dessa equipe com tantos profissionais que são referência no nosso mercado, e que estão unidos para este novo momento de expansão e construção da plataforma que contempla a SIM COMMUNITY, SIM NEWS e SIM SÃO PAULO 2020 que está com esse formato estendido e com muitas novidades para a versão 100% digital, é um desafio que já está sendo de profundo aprendizado”, diz ela.

Desde a infância Julia sempre teve uma forte ligação com a música e as artes. Estudou quantos instrumentos foi capaz, de saxofone a cavaquinho, ficando mais tempo na flauta doce, e também fazia dança folclórica e teatro. “O restante do tempo passava no cinema Humberto Mauro, único cinema que fica em uma das praças da cidade entre as ruas de muitas árvores e obras projetadas por Oscar Niemeyer que existem em Cataguases (cidade mineira a 300 quilômetros de Belo Horizonte)”. O gosto pela música brasileira veio pelo avô, que apresentou a ela a obra de Milton Nascimento, Yamandu Costa, Gilberto Gil, Lô Borges, João Gilberto e muitos outros.

Mas ela sabia desde cedo que o mundo tinha muito mais a lhe oferecer do que sua pequena cidade-natal. O primeiro grande passo foi dado aos 15 anos, quando foi morar sozinha em Belo Horizonte. Alguns anos mais tarde, já na faculdade (a PUC de Minas Gerais), conquistou uma bolsa de estudos e foi passar uma temporada de dez meses em Macau, região autônoma da China. “Nesse momento um mundo completamente novo se abriu para mim, conheci culturas extremamente diferentes da nossa, criei amor pelo novo, pelo diferente, e foi ali que de fato aprendi a importância de observar e escutar. O amor por viagens faz parte da minha vida desde muito cedo. Sempre que consigo escapo por uns tempos para conhecer novas terras, pessoas e culturas”, conta. 

De volta ao Brasil para terminar a faculdade em BH, Julia já começava a traçar novos planos. Mudou-se então para São Paulo a fim de expandir as possibilidades profissionais. “Na época minha atuação profissional era essencialmente de marketing e gestora de projetos especiais que envolviam publicidade e mídia. Trabalhei por seis anos no Grupo RBS, onde ao final da minha trajetória, depois de muito aprendizado, tive a oportunidade de liderar a comunicação do festival Planeta Atlântida por dois anos e fazer a gestão geral do projeto cultural Fronteiras do Pensamento, que promove conferencias internacionais com pensadores, artistas, cientistas e líderes em seus campos de atuação”.

A experiência de Julia na comunicação festival Planeta Atlântida pela RBS foi decisiva em sua carreira. “Foi quando subi no palco e vi a multidão cantando junto e vivendo a experiência de um festival de música que decidi e senti que queria dedicar minha carreira essencialmente à música, produção de shows e festivais”, afirma.

Começou então uma nova fase, há três anos, na Popload, onde atua até hoje. Esse foi o primeiro trabalho de Julia 100% na indústria da música. A plataforma de música tem 14 anos e é composta por uma frente de news, um festival anual, shows que acontecem ao longo do ano e também do Popload Social, projeto que democratiza acesso à cultura e dissemina conscientização da importância do voluntariado.  Julia fala com orgulho dos projetos que conduz e ajudou a implementar na Popload: “Tive também a honra de participar da idealização e gestão de um novo festival que teve sua primeira edição em 2020, o festival GRLS! criado pela Paola Wescher para dar protagonismo às mulheres na música com palestras, feira, workshop e shows nacionais e internacionais, causas como a igualdade, diversidade e inclusão também são desafios que me movem pois eu acredito muito que no poder e impacto que existe quando damos espaços para histórias que há anos não tem sido ouvidas”.

Julia sempre soube quais caminhos seguiria em sua vida profissional e que eles sempre a levariam para perto da arte. “Eu tenho uma paixão pela arte e pela cultura e por pessoas que pulsa em mim desde muito cedo”, diz ela, que também se dedica ao trabalho voluntário e tem uma forte atuação no terceiro setor há muitos anos. “Tenho em mim um incomodo constante com as questões da humanidade e preciso e amo fazer o que está a meu alcance para contribuir com o mundo e ao menos reduzir o caos dos mundos que eu posso influenciar”, completa. Hoje Julia é associada e parte do time da ONG Base Colaborativa e embaixadora da ONG Refúgio 343, ambos projetos que existem para criar novas soluções e caminhos para nossas questões sociais e humanitárias. “A paixão por pessoas, pelo potencial que temos a ser lapidado também é algo que me encanta profundamente”, completa.

Seja nas relações pessoais ou profissionais, Julia leva consigo a clareza da mudança positiva que se pode gerar se tiver o pensamento coletivo e fizer escolhas de respeito consigo e com o outro. Saber do impacto que a música tem na vida das pessoas, de quem a cria e de quem a consome, é o que a move. Essa responsabilidade se reflete em suas escolhas profissionais: “Fazer parte do time que viabiliza esses momentos, esses encontros, essas criações e disseminação desses talentos no Brasil e no mundo me motiva muito a continuar mesmo com todos os desafios. Neste momento tão único que nosso setor está vivendo por consequência da pandemia e todos as questões políticas do Brasil, que dispensam comentários, os antigos formatos estão impossibilidades de acontecer o que nos impulsiona a ter que pensar novos caminhos para continuar existindo”, diz Julia.

Por outro lado, ficou muito nítida a dimensão da importância da música na vida das pessoas neste momento de pandemia. Penso que precisamos reunir toda a experiência que temos para criar juntos novos caminhos, soluções, inovações sem nunca perder o eixo do que realmente nos move. Temos que ter cada vez mais olhar e atuação coletiva. Dar espaço e valorizar a arte e a música, todos os profissionais envolvidos nessa indústria e ampliar a nossa visão para a necessidade latente de profissionalização e valorização da nossa indústria. É momento de fortalecermos nossos laços como comunidade da música.  É com essa clareza que chego agora para somar ao time da SIM 2020, assumindo a posição da área de Comunicação da plataforma que tem muitas novidades para este ano com novos conteúdos, formatos e a edição da SIM SÃO PAULO 2020 que será mais uma vez um acontecimento de muita relevância e impacto para nossa indústria.”

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