O MIL – Lisbon International Music Network é um festival e convenção dedicado à promoção, valorização e internacionalização da música popular atual, com foco na produção musical dos países de língua portuguesa. Desde 2017 que o MIL e a SIM São Paulo são parceiros com o objetivo de aproximar os dois mercados de música lusófonos.
Este ano, a distância entre Portugal e Brasil é estreitada no espaço digital com MIL apresenta, uma sessão de showcases online que dá a conhecer seis artistas nacionais aos profissionais de música internacionais. MIL apresenta vai reunir as atuações de Amaura, Gala Drop, DJ KOLT, Luís Severo, MURAIS e Trypas Corassão.

AMAURA
As influências são várias mas o cunho pessoal na escrita e melodia são características que distinguem AMAURA, tornando-a uma das vozes mais promissoras da música Soul e R&B feita em Portugal.
Estreou-se a solo em 2019 com “EmContraste”, disco aclamado pelo público e crítica, tornando-a uma das revelações musicais do ano.
Os palcos do país abriram caminho para um novo trabalho numa vertente mais acústica e introspectiva. DENSO, o novo EP de três temas lançado no dia 5 de Novembro, nasce da vontade da artista de fazer algo diferente, com mais instrumentalização, produzido de raiz com toda a envolvência que essa criação implica.

 

DJ KOLT
Kolt é um dos produtores da crew Blacksea Não Maya, que integra com Dj Noronha e Dj Perigoso, fundada há cerca de uma década quando ainda residiam no Bairro da Jamaica, na Margem Sul. O grupo lançou recentemente o extraordinário EP de IMAX afro goth “Máquina de Vénus”, que sucede a “Calor no Frioo” de 2015, ambos publicados na Príncipe. Kolt é também exímio ao vivo em CDJs, Laptop e NI Mashine, capaz de oferecer uma narrativa consistente e progressiva do universo dos BNM e da cultura musical que vivem e os animam.

 

GALA DROP
Os Gala Drop tiveram origem há cerca de uma década em Lisboa, pelos membros fundadores Nelson Gomes e Tiago Miranda, dando-se a conhecer há altura em concertos na Galeria Zé dos Bois e tendo encetado uma tournée europeia fazendo as primeiras partes das bandas norte-americanas Excepter e Gang Gang Dance. Em 2006 o baterista Afonso Simões actualizou a banda para um trio e o som ao vivo da formação expandiu-se consequentemente, tornando-se mais rítmico, espacial e luminoso.
Em 2008 é lançado o seu álbum de estreia homónimo, no selo editorial da banda Gala Drop Records, materializando a proposta original que tinham criado de percussão em tempo real, processamento de efeitos, samples e sintetizadores, onde os ritmos afro-latinos e os trabalhos visionários de Lee Perry, Arthur Russell, Jon Hassell ou dos Can teriam informado uma cosmologia musical especial e convicta de que o era.
O guitarrista Guilherme Gonçalves juntou-se à banda no ano seguinte, e sucedem-se experiências ao vivo marcantes, como o concerto no Anfiteatro ao Ar Livre da Fundação Gulbenkian, inserido no programa Próximo Futuro, a tour europeia com os Six Organs of Admittance, convites para a primeira parte dos Sonic Youth no Coliseu dos Recreios e de Panda Bear, dos Animal Collective, para tocar na sua noite num festival na praia de Governor’s Island em Nova Iorque.
Em 2010 é editado o EP ‘Overcoat Heat’, na nova-iorquina Golf Channel Recordings, um registo admirável da progressão criativa da banda e da coesão estética que a ‘banda real’ oferecia a fazer uma música de dança que um jornalista descreveu como ‘rainforest futurism’. Seguiram-se novas mudanças no elenco do grupo; a partida de Tiago foi colmatada pela entrada do baixista Rui Dâmaso, enquanto que um encontro casual com Jerry the Cat, um ilustre nativo de Detroit agora residente em Lisboa, que tocou ao vivo com os Parliament, Funkadelic e John Lee Hooker na década de 70, e mais tarde na de 90 colaborou em discos e ao vivo com luminários do Techno como Derrick May, Theo Parrish ou Moodyman, leva a que este ingresse como percussionista.
Dois anos depois surge ‘Broda’, na editora do grupo, um 12’’ colaborativo com Ben Chasny (Six Organs of Admittance), muito bem recebido pela crítica e pelos fãs, que a banda encarou como um saudável desvio da rota pelo desafio criativo que constituiu, tendo ensaiado e gravado em estúdio na capital portuguesa durante uma semana com o reputado guitarrista. No mesmo ano de 2012 embarcam em nova tournée europeia e terminam a digressão com uma data memorável no clube Lux Frágil, em Lisboa, numa noite programada pela banda, em que convidam os Hype Williams, Tropa Macaca, Brian DeGraw e Kyle Hall para abrilhantar a festa. Correm também o país de lés a lés, mais do que alguma vez o tinham feito, e embarcam numa breve tour europeia e do Reino Unido com os Rangda (Chris Corsano, Ben Chasny e Sir Richard Bishop).
2013 foi um ano encarado como de abnegada entrega ao trabalho de composição e produção do novo e soberbo disco ‘II’, que este Novembro chega às lojas. Considerado pela banda como o verdadeiro longa-duração sucessor do álbum de estreia, ‘II’ é marcado desde logo pelo facto de Jerry the Cat cantar em vários temas e de como isso contribuiu para aprimorarem uma vez mais a identidade autoral dos Gala Drop, desta vez para um novo patamar que até há um par de anos só em sonhos se permitiam conceber. Todas as dimensões que qualificaram esta banda como sendo tão única e realmente interessante de seguir continuam presentes, sendo que agora os seus temas-canção ambicionam, pela sua eligibilidade e inteligibilidade, chegar a novos e mais amplos públicos, no éter, no mundo online, na escala dos concertos ao vivo.
Os Gala Drop são uma incansável e em constante desenvolvimento aventura musical – um caso de paixão pela matéria que trabalham – que se inspiram em sons e vibrações de diferentes lugares e épocas, e tentam pelo poder da imaginação transformada em música transmitir-nos esperança num presente colectivo melhor.

 

LUÍS SEVERO
Com apenas dois LP’s editados – o independente e bem recebido “Cara d’Anjo” (2015, Gente Records) e o aclamado “Luís Severo” (2017, Cuca Monga/Sony Music) – Luís Severo era já um dos cantautores de canções mais consensuais da sua geração. Desde a edição do disco homónimo na primavera de 2017 percorreu Portugal sozinho até ao verão de 2018, no qual passou pelos principais festivais em formato banda.
Em Maio de 2019 lançou integralmente e sem qualquer aviso “O Sol Voltou”, outra vez pela Cuca Monga em parceria com a Sony Music Portugal. O terceiro disco chegou com o choque concordante entre o acústico e o electrónico, contendas conciliantes líricas e pleno de contrastes imagéticos, fazendo Luís Severo afastar-se do que já por si foi feito sem nunca perder o centro que o particulariza.
Depois de quase um ano a apresentar “O Sol Voltou” com um formato arrojadamente solitário, Luís Severo volta a reunir a banda – Diogo Rodrigues, Bernardo Álvares e Catarina Branco (que substitui Manuel Palha), dando às suas músicas uma textura mais próxima das que tão aprimoradamente produz em estúdio.

 

MURAIS
Hélio Morais, músico dos Linda Martini e dos PAUS, estreia-se a solo, com álbum previsto para o primeiro trimestre de 2020, a editar pela Sony Music (em Portugal) e pela Primavera Labels (resto do Mundo).
MURAIS é o nome que encontrou para dar forma às canções que tem vindo a escrever.
“Desde que um piano,  usado na tour europeia do Sufjan Stevens em 2010, foi parar à sala de ensaios de Linda Martini, que me tenho andado a divertir com esta ideia de fazer canções simples, sem grandes pretensões. Abordei o instrumento da mesma forma que o fiz com a bateria, através da qual o público conhece o meu trabalho; de um modo naïve/punk. O importante, para mim, era encontrar estruturas que me permitissem dizer as coisas que queria cantar.”
O disco foi produzido do outro lado do Atlântico, no Brasil, pela mão do guitarrista e produtor dos Boogarins, Benke Ferraz.
“Às vezes é mais fácil partilhar intimidade com estranhos. E estas canções sempre foram muito íntimas para mim, no sentido em que me vejo colocado num sítio desconfortável, mas onde quero estar. Foi assim que, quando estive com os PAUS no Brasil, em Maio, decidi mostrar as canções ao Benke, que não sendo um estranho, tinha o distanciamento que achava necessário para ouvir o que tinha gravado. E foi assim que esta aventura começou a tornar-se real.”
O disco foi produzido à distância, apesar de no final de 2019, os dois músicos se terem encontrado na cidade de Benke – Recife -, o que proporcionou uma partilha musical única, cujos resultados estarão para breve.
MURAIS, na estrada, conta com Hélio Morais na voz e teclas,    Miguel Ferrador nos samples e sintetizadores e João Vairinhos na bateria.

 

TRYPAS CORASSÃO
TRYPAS CORASSÃO
é composta pelas brasileiras Tita Maravilha e Cigarra, um projeto estético e político de criação híbrida entre música e performance. Elas trazem a potência rasgada que resiste sendo tripa e coração, o ser sensível e carnal. O corpo que carrega várias lembranças e deslembranças de ódio e violência, mas também o poder de mudança. Assim, desvendar as fronteiras, desfronteiras, re-fronteiras de gênero e expressão, através de linguagens como o funk, o brega, a tecnologia, o cristianismo rústico, o over dramático e o pós-romântico. Corpos urgentes de mulheridades marginais e fúria travesti numa proposta híbrida e sensual, a dupla brasileira traz um live act cheio de ruídos e apelos cremosos. Juntas foram contempladas pelos apoios e residências artísticas Self-Mistake e do Espaço Alkantara em 2019, e brilharam nos palcos da ZBD, LuxFrágil, Musicbox, Pérola Negra, Latoaria, Teatro São Luis e São Jorge, entre outros.


Date

Dec 04

Time

18:00 - 20:00

PARA TER ACESSO A ESTE CONTEÚDO, ADQUIRA A PRO-BADGE OU UM INGRESSO AVULSO (DISPONÍVEL APENAS PARA ASSINANTES DA SIM COMMUNITY)

Responses

Your email address will not be published. Required fields are marked *

en_USEnglish