FUNDADOR DO JAZZ RE:FRESHED FALA DA IMPORTÂNCIA DO APOIO INSTITUCIONAL

A SIM São Paulo catalisa encontros: profissionais de diversas áreas do mercado frequentam a feira e expandem seus horizontes e conexões. A série Humans of SIM traz histórias de pessoas que comparecem e aproveitam o melhor da SIM. Este episódio é sobre Adam Moses, co-fundador e diretor de projetos do jazz re:freshed. 

Um dos responsáveis por manter o jazz contemporâneo do Reino Unido vivo e pulsando, o jazz re:freshed é um movimento e selo fundado por Adam Moses e Justin McKenzie. Em atividade há 17 anos, a organização tem realizado diferentes ações de incentivo ao fazer musical e à formação de público na cena britânica, além de promovê-la pelo mundo.

Adam não esconde a importância da SIM desde sua primeira vinda à convenção e conta o que o fez trazer o jazz:refreshed para o Brasil: “A primeira vez que ouvi sobre a convenção, foi através do Crispin Parry, da British Underground. Nós tínhamos acabado de firmar uma parceria com eles para levar para fora o jazz incrível que vinha sendo feito no Reino Unido, Crispin contou o quanto gostou da SIM São Paulo e disse que deveríamos tentar planejar uma viagem ao Brasil. Nosso primeiro evento na programação noturna foi em 2017, em um lugar que acabaria virando nossa casa de shows preferida na cidade: o JazzNosFundos/CCMI. Foi um momento muito especial para nós e que mudou a minha vida”.

Após três anos de parceria e presença na SIM São Paulo, ele explica que as conexões feitas durante os dias de convenção são inestimáveis e se espalham por todo o globo, além da formação de público para os artistas trazidos pelo jazz:refreshed. “A base de dados de músicos, produtores de festivais, agentes, donos de selo e novos fãs adquirida no Brasil é a prova de quão importante é a SIM [para nós]. Estamos trabalhando em colaboração com um festival brasileiro para levar um artista nosso para criar, gravar e tocar com crianças e jovens da periferia,” revela.

Experiente em convenções de música, Adam destaca a importância desses eventos para quem trabalha no meio: “A SIM São Paulo e muitas outras convenções de música são importantes para se conectar com pessoas que pensam como você na indústria da música. Esses eventos também nos ajudam a enxergar a realidade por trás do ‘sucesso’, te permite ver quantas pessoas estão por aí trabalhando duro para chegar lá, assim como você.”

Um dos fatores que garante a longevidade do Jazz Re:freshed é o apoio institucional que o movimento recebe de organizações como a PRS Foundation e o British Council,  também parceiras da SIM, e o financiamento do Arts Council da Inglaterra. “Na realidade, a Inglaterra é um país pequeno e, para qualquer cena musical crescer ou sequer sobreviver, temos que conseguir importar nossa música para além do nosso litoral. Nosso trabalho para destacar a nova música britânica seria impossível sem o financiamento e é essencial para o crescimento da nossa cena de jazz,” conta.

Por fim, Adam aponta a importância de um vínculo entre as pessoas que trabalham com música: “O mundo é um lugar muito menor do que era há 30 anos. À medida que aqueles que detém o poder encontram mais e mais maneiras de nos dividir, separar e isolar, se torna ainda mais importante que os agentes da música ao redor do mundo estejam sempre conectados.”

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