GABEU e GALI lançam o Fivela Fest, o primeiro festival Queernejo do país

Por Redação Fivela Fest

Quem disse que sertanejo não é música de viado e sapatão? O Fivela Fest chegou para mostrar que existe sim: o Pocnejo, o Sapanejo, o Travanejo, o Não-binejo. É o primeiro festival da história que tem o intuito de trabalhar a representatividade LGBTQIA+ dentro desse gênero musical, mesclando a moda de viola caipira, o universitário, o country americano, o brega e o pop, resultando no Queernejo.

Idealizado pelos sócios GABEU, precursor do pocnejo, e GALI, artista/empresárix lésbica não binárie, o evento propõe um line up inédito de outros artistas que quebraram com a heteronormatividade dentro da cultura caipira e reconstruíram a narrativa para apartar preconceitos.

“GALI teve esse insight e me chamou para ajudá-la a estruturar melhor o projeto. Na hora eu achei uma ideia incrível e algo muito importante. Vejo que existe uma não compreensão muito grande quando se diz respeito a evidenciar artistas LGBTQIA+, por exemplo quando dizem que não há necessidade dessa segregação, que não precisa ser chamado de pocnejo, que é sertanejo, sem distinção, e que se eu fizer um bom trabalho eu serei reconhecido, quando na verdade isso não é verdade”, conta GABEU.

GALI explica como a parceria aconteceu: “Já fui uma garota lésbica do interior e sei muito bem o que é não se encaixar na cena. Quanto mais me aproximava da comunidade queer, mais distante ficava das modas de viola da minha infância, pareciam mundos muito diferentes. Cresci com saudade do sertanejo e, desde que me mudei pra São Paulo pensei que nunca mais retornaria às minhas raízes. Acontece que a vida nos surpreende e, de repente, conheci o GABEU, que estava atrás da mesma coisa que eu. Pensei: existe um mercado aqui.”

Nascidos ambos no interior de São Paulo (GALI em Ribeirão Preto e GABEU em Franca) buscam, juntos, fazer uma curadoria que crie identificação do público com os artistas, com as narrativas e até com a estética. Em junho de 2020, o Fivela Fest leva pra Áudio diversos artistas do gênero numa noite histórica que, com certeza, vai revolucionar o mercado da música.

GABEU questiona e finaliza: “Quantos LGBTs cresceram no interior ouvindo sertanejo? Eu e GALI somos dois bons exemplos. A música caipira está em nossas raízes e se nós não pudermos fazer parte disso, não faz sentido nenhum.”

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