LUANA FLORES É A VENCEDORA DO FLUVE PITCH SESSIONS: NOVOS ARTISTAS

A SIM São Paulo, em uma parceria com a Fluve, plataforma de distribuição digital afiliada à gravadora Som Livre, realizou na manhã desse sábado a Fluve Pitch Sessions: Novos artistas, na qual onze finalistas se apresentaram por cinco minutos diante de uma banca avaliadora formada pelos seguintes profissionais: Fernando Gabriel (STRM), Marcelo Frauches (FLUVE), Carol Morena (Radioca), Pedro Antunes (UOL), Pedro Kurtz (Deezer), Zé Mauro (APAA), Luciana Simões (Festival BR 135), Lucio Ribeiro (Popload), Luiz Eduardo Garcia (Facebook / instagram), Constanza Scotfield (Toca do Bandido), Coy Freitas (Twitch), Rodrigo Araujo (Secretaria Municipal de Cultura), Dai Dias (Festival Bananada), Fabiana Batistela (SIM São Paulo) e Fabi Pereira (Faro / Papo de Música / Veja Rio).

As apresentações revelaram uma enorme diversidade de estilos e sonoridades, dificultando o trabalho da banca, que após uma deliberação anunciou que houve empate no quarto lugar entre Ciel e Tangolo Mangos, e também na terceira colocação, entre Mulambo e Anná. O segundo lugar ficou com Alice Marcone e, finalmente, a paraibana Luana Flores foi anunciada como a grande vencedora do Fluve Pitch Sessions 2020.

Uma boa notícia é que os jurados ficaram muito animados com a qualidade dos músicos selecionados e acabaram oferecendo alguns prêmios extras:  Marcelo Frauches, da Fluve / Som Livre anunciou que as mentorias serão estendidas aos seis primeiros colocados, e ainda se voluntariou para ser um dos mentores. Fernando Gabriel (STRM), ofereceu uma análise de carreira a todos os selecionados, e Fabiana Batistela, diretora da SIM São Paulo, confirmou que todos os onze artistas já estão automaticamente selecionados para os Showcases Oficias da SIM 2021.

E mais, Coy Freitas, da Twitch, ofereceu um upgrade nas contas dos artistas que agora se tornarão afiliate, categoria que permite interação com público via chat e monetização, e três dos artistas participantes, foram convidados a integrar o line-up do festival BR135, que acontece anualmente em São Luís, no Maranhão.

“Nossa oferta tem a ver com sonar oportunidades para mais artistas, para além do prêmio para o vencedor oferecer a oportunidade a outros artistas selecionados a tocar no line up do Festival BR 135 /2021. São eles: Anná (SP), Tangolo mangos (BA) e Luiza Mitre (MG)”, diz Luciana Simões Ativista cultural, co-criadora e gestora do Festival BR 135.

E a grande vencedora, Luana Flores, garantiu o prêmio de R$ 10.000,00 (dez mil reais), distribuição digital de música autoral via Fluve e um pacote de mentorias com foco em Mercado, Gestão Artística e Marketing com executivos da Fluve e Som Livre.

Com uma carreira consistente, Luana é DJ, beatmaker, percussionista, cantora e compositora. Foi uma das fundadoras do grupo Coco das Manas (2016) e realiza uma interessante pesquisa musical sobre a fusão entre o eletrônico e os ritmos da cultura popular nordestina como ferramenta social para o empoderamento feminino. Nos últimos anos participou de diversos festivais nacionais e internacionais, foi a única nordestina na lista das 20 mulheres beatmakers do país pelo site bocadaforte e participou da residência artística da RedBull Music Pulso, em São Paulo. Em 2019 lançou seu primeiro single, Guerreira de Lança pelo selo potiguar “DOSOL”, uma música sobre empoderamento feminino e ancestralidade matriarcal nordestina. Luana já realizou uma série de remixes para artistas como André Sampaio, BixarteMC, Rimon,Guimarães, TUYO e Luísa e os Alquimistas. Seu novo single, REZA, lançado em 2020, retrata uma busca de retomada de sabedorias populares ancestrais, a perpetuação do poder das ervas e a ressignificação do que se entende por ser bruxa na contemporaneidade. Seu show Nordeste Futurista recebeu o prêmio Respirarte da Funarte e agora fecha o ano vencendo o Fluve Pitch Sessions: Novos Artistas.

“Esse foi meu primeiro pitch, confesso que fiquei meio perdida”, diz Luana, que completa: “Não sabia muito bem por onde começar, mas então recebi um e-mail da SIM indicando um vídeo sobre Pitches do Cleu Oliver e ele enfatizou a necessidade de falar sobre si e contar uma história. Fiquei com isso rodando em minha cabeça e criei uma narrativa diferente para apresentar meu trabalho de forma mais interativa. Fui muito confiante, ainda que a única concorrente da Paraíba, estado que nem sempre tem muita visibilidade.  Então para mim foi incrível receber esse prêmio porque sinto que é algo coletivo, não sou eu Luana Flores que ganhou, é a Paraíba, é sobre representatividade, sobre ver uma mulher paraibana abrindo espaço para que outras pessoas do meu estado tenham força e coragem de se jogar nesses eventos, estou muito feliz mesmo”.

Ao ser questionada sobre os planos para o futuro, Luana mostra uma grande clareza sobre os próximos passos. “Sinto que meu trabalho está em um momento de amadurecimento, de criar laços e conexões, sinto que o momento é de se firmar mais, querendo desenvolver o primeiro álbum. Venho lançando singles em parcerias com outras pessoas não apenas como cantora, mas também realizando remixes como produtora musical. Então acho que meus planos são de me firmar ainda mais, para que o trabalho possa ficar cada vez mais bonito, consistente, maduro, e que possa estar transformando por aí, trazendo mais narrativas para essa cena musical”.

Luana também é uma artista consciente do poder da música e da importância do posicionamento dos artistas, e conclui e entrevista falando sobre isso:  “Eu vejo a música como uma ferramenta potente de transformação social. Antes de ser artista, é sobre ser ativista, saber usar a música como um elemento importante para promover essas mudanças. E eu pauto muito isso. Meu trabalho autoral que se chama Nordeste Futurista é justamente pensar no Nordeste e trazer uma nova roupagem, e a partir dos elementos que me atravessam, proporcionar novas narrativas, novas vozes, novos corpos ocupando esses outros espaços. Por isso falo tanto sobre território, sobre o que é ser mulher, ter esse corpo no mundo e principalmente ser sapatão. Pauto muito isso porque é muito importante tocar nesses assuntos, a música também é uma forma de desabafar, de falar, dizer palavras que antigamente, e talvez ainda hoje, sejam pejorativas. Quero trazer essa ressignificação essa nova roupagem e me conectar com a ancestralidade, pensar que o futuro é ancestral. É isso que eu trago em meu trabalho e é isso que eu almejo continuar seguindo cada vez mais, ampliar essa pesquisa, estudar ancestralidade, a minha conexão, a minha reconexão com meu território. Acho que é por aí”.

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