MYLA HARDIE FALA SOBRE A CARREIRA NA MÚSICA E A RELAÇÃO COM A SIM

Myla Hardie costuma dizer que a música nasceu com ela. Filha do músico Michael Hardie, foi apresentada ao piano ainda bebê e fez seu primeiro show profissional pago aos sete anos. Também sob influência do pai, conviveu com o blues e a soul music desde a infância. “Meu pai sempre foi meu maior fã e eu dele. Eu sempre gravei músicas dele e sempre trocamos inspirações”, conta.

Nascida em Hollywood, na Califórnia, Myla cresceu em Austin (Texas); na adolescência, em 1994, foi morar na Alemanha Oriental com seu pai, o primeiro músico americano a se mudar para lá e se tornar famoso. “Eu fui para a escola, aos 12 anos, logo depois que o muro caiu e foi uma explosão para minha mente que todas as culturas e pessoas querem a mesma coisa e estarem conectadas através da arte. Eu não sabia o que queria fazer, mas ficou claro para mim que a maneira de permanecer conectado e relevante para o mundo era através da cultura”, diz. “Pule oito anos no futuro e estou tentando ganhar a vida em Manhattan como uma jovem musicista e decidi levar o Worldhaus a sério como modelo de negócios”. O selo Worldhaus, foi criado no dia em que ela nasceu, em Los Angeles, por seu pai. Ela vê na coincidência um traço de destino, que traz certa responsabilidade por isso.

Myla foi para Nova York aos 17 anos, onde viveu uma rica experiência, apresentando-se regularmente nos clubes do Village e convivendo com lendas do jazz. Foi lá que montou sua primeira banda, a Myla Hardie Band, com o percussionista gaúcho Duda Guedes e o baixista paulista Renato Carvalho. “Assim eu conheci o mundo rico dos músicos brasileiros e eles incentivaram muito a minha música e para levá-la ao Brasil. O resultado foi o CD de estreia, In the Heart Of, gravado em Nova York”.

A proximidade com esses músicos fez com que Myla entendesse como os ritmos norte-americanos e os ritmos nativos brasileiros se comunicam, e isso a fascinou. “Eu nunca tive que explicar a eles como tocar uma música Cajun, uma música Country ou mesmo o Blues. Eles estavam quilômetros à frente até mesmo das seções rítmicas do jazz americano com as quais toquei em Nova York”.

O trabalho de Myla como cantora, instrumentista e produtora é admirável. Ela vê com naturalidade o sucesso alcançado. “Algo que descobri depois de tocar música profissionalmente por quase 30 anos no palco é que a música, bandas, as canções, as oportunidades, sempre foram melhores quando eu me concentrei somente na música e não desviei desse caminho. Deixe ir e deixe fluir!”, afirma.

Cansada de Manhattan, 11 anos mais tarde, Myla decidiu se Mudar para Porto Alegre onde morou por alguns anos. Seu projeto musical mais recente, Hardie Theatre, foi gravado no Brasil em 2016 mas será lançado nos próximos meses. “Queria captar a essência e o sentimento da minha experiência de morar no Brasil, de ser adotada pelos “verdadeiros gaúchos” e destacar o talento absoluto que a cena de Porto Alegre possui. O negócio da música parece parar em São Paulo e tudo ao sul de lá é um mistério para grande parte do mundo mainstream. Há tanto a explorar se você pensar não só no Rio Grande do Sul, mas também no Uruguai e na Argentina … Mercosul”, avalia.

Myla foi apresentada à SIM São Paulo por Iuri Freiberger, na época um dos conselheiros da feira. “A SIM estava apenas começando e fizemos uma noite de muito sucesso na Jazz nos Fundos com todos os artistas do selo e desde então associamos a um grande evento! Desde 2016, me envolvi ainda mais com a organização como a única norte-americana no conselho brasileiro e coordenadora do primeiro conselho internacional. Estou ansiosa para crescer com a Fabiana Batistela e sua equipe e ver o alcance do SIM para o mundo”.

Hoje Myla é uma importante parceira da SIM São Paulo “Eu prospero, meu negócio prospera e todos nós prosperamos se pudermos conectar uns aos outros em relacionamentos sustentáveis. Também sou membro, como a maioria do conselho SIM, da família da convenção internacional de música”, avalia . “Tudo começa como uma comunidade e cresce dentro dessa comunidade. Eu sou apenas um membro dessa comunidade global e sempre serei uma parceira vital, aberta e comunicativa para todos”.

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