NANDO MACHADO: TENHO UMA RELAÇÃO MUITO ESPECIAL COM A MÚSICA

Nando Machado tem uma longa e sólida carreira na indústria musical. Hoje está à frente que da ForMusic, empresa que promove artistas e projetos internacionais no país, além de produzir eventos corporativos, campanhas publicitárias com artistas de música e produzir conteúdo audiovisual com produtoras parceiras; também administra a Wikimetal, uma plataforma de rock pesado que fundou ao lado de um amigo de infância.

A música sempre norteou a vida de Nando. O filho de um casal de jornalistas começou a se interessar pelos discos que o pai, crítico musical, trazia para casa. “Ele ouvia muita MPB, Milton Nascimento, Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano, Gil, mas foi com os Beatles que eu e meu irmão realmente mergulhamos de cabeça na música”, conta. A fase, que passou ainda por Bob Dylan, já os colocou absolutamente imersos nesse universo. Daí a aprender algum instrumento, foi natural. “Começamos a ter aula de violão em conservatórios e com a vinda do Kiss e do Van Halen ao Brasil em 1983, nós viramos dois fanáticos por rock. Meu irmão (Felipe Machado, que além de músico também é jornalista e escritor) conseguiu ter uma carreira de sucesso na música com a banda Viper, que lançou vários discos e fez muitos shows pelo Brasil e pelo exterior. A minha carreira como músico não deu muito certo, mas tive momentos muito especiais ao lado de grandes amigos, e toco até hoje numa banda chamada Toy Shop”, diz Nando.

Outro momento decisivo em sua formação foi aos 18 anos, quando partiu para um intercâmbio na Austrália.  “Foi muito importante pra mim. Eu tenho uma relação muito especial com a música desde muito novo e não consigo me ver trabalhando em outra área a não ser com música”, conta.

Ele, que desde os 12 anos já tinha bandas e tentava a carreira artística, encontrou no showbiz seu espaço. “Depois de trabalhar como roadie e runner em grandes shows e na produção de eventos e filmagens, quando estava na faculdade de comunicação em 1996 fui atrás de estágio e comecei a trabalhar no departamento de TV da Sony Music. Depois da Sony passei pela BMG, Zomba Records e Deck, sempre nas áreas de promoção em rádio e principalmente em TV. Depois da Deck fui para uma outra área na EMI onde fiquei seis anos no departamento de marketing internacional e, na sequência, Universal Music por mais três anos também nessa mesma área, onde fiquei até 2016”, relembra Nando.

Ainda enquanto estava na EMI, foi procurado por um amigo de infância para criar a Wikimetal. No ar há dez anos, a plataforma reflete as origens no rock pesado. “Quando saí da Universal em 2016, sentei com meu sócio e criamos uma nova empresa chamada ForMusic, onde poderíamos oferecer qualquer tipo de serviço relacionado à música e mantivemos o Wikimetal como uma de nossas iniciativas”, completa Nando. “Hoje em dia a ForMusic representa os artistas de grandes selos internacionais como Beggars, PIAS, Cooking Vinyl, Domino, Caroline Records. Hoje também temos um site de notícias de música Pop, chamado MadSound.com.br e estamos investindo em dois selos para lançar e investir em novos artistas, o Wikimetal Music e o ForMusic”, diz.

Agora o desafio é o de fazer com que a ForMusic continue crescendo e emplaque seu selo, além da contratação de novos artistas. Mesmo passando por um ano atípico e por uma pandemia sem precedentes, que cobrou caro da cultura, Nando se define como uma pessoa otimista e faz planos para o pós-Covid. “Eu sou otimista no sentido de que temos uma bela lição para aprender com essa pandemia que é o fato da gente perceber que a gente não é nada se a gente não se importar com o outro, com o próximo, com o coletivo. Que se o outro lá do lado não estiver bem a gente também não está bem. Fico triste de ver que nem todo mundo percebeu isso, mas eu acho que o mundo vai dar uma evoluída. A gente já começou a ver com a queda de governo de extrema direita que tem uma luz no fim do túnel, que as pessoas estão se unindo em torno de algo mais importante, maior para o todo do que só questões individuais e financeiras, materialistas. Acho que o mundo percebeu a importância da arte, da música, dos filmes, das séries, dos livros. O que seria da gente trancafiado em casa por meses se a gente não tivesse a música, os artistas, os atores, os escritores, poder se distrair e ver beleza no mundo com tanta coisa feia acontecendo? Eu sou otimista no sentido de que as pessoas vão evoluir e que a qualidade artística da música também vai evoluir e a percepção das pessoas em relação à música também vai ser uma percepção mais interessante do que a gente tinha antigamente que tudo era muito oba oba, muito baseado em produto, em resultado financeiro, eu espero que as coisas evoluam para uma questão mais artística, enxergar a música como arte e não só como uma forma de ganhar dinheiro”.

A relação de Nando com a SIM São Paulo é de longa data. “Primeiro eu tenho uma admiração muito grande pela Fabiana Batistela, ela acabou virando uma amiga já há bastante tempo. Acho que ela faz um trabalho excepcional de juntar muitas peças importantes do mercado da música em um evento muito legal que acontece em São Paulo, que tem um clima superespecial”. Nando já teve experiências em feiras e eventos do mundo todo, e faz um paralelo: “A SIM São Paulo não deixa nada a desejar em relação a outras convenções, outros eventos. Fazer parte desse conselho da SIM, esse já é o terceiro ano participando, é uma grande honra para mim porque eu aprendo muito, tem muita gente muito legal lá, que conhece muito sobre sua área, então é um aprendizado constante além de ter um clima muito positivo, todas as pessoas têm a mesma visão de mundo, de valores, então é muito legal, tem uma troca muito bacana que eu quero continuar participando quanto mais for possível”.

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