O SUCESSO DAS NOITES DE PROGRAMAÇÃO COLABORATIVA

Um dos maiores destaques dentro da SIM São Paulo sempre foi sua programação noturna, conhecida por proporcionar um ótimo panorama da nova produção musical de diversos lugares do Brasil e do mundo. A cada ano, as Noites SIM, realizadas de forma colaborativa com agentes do mercado, têm crescido em tamanho e importância.

Na edição do ano passado, aconteceram 95 eventos com 424 shows distribuídos por 47 palcos espalhados por toda a cidade envolvendo 458 artistas de 14 países, 23 estados brasileiros e um público de cerca de 40 mil pessoas. Uma excelente oportunidade não apenas para a divulgação dos artistas e projetos, mas também para a realização de negócios.

As inscrições para a programação colaborativa da SIM São Paulo 2020 estão abertas até o dia 28 de setembro.

“No ano passado fiz uma festa no Jazz nos fundos. O retorno foi ótimo, com muitos contatos e muitas prospecções. Tinha muita gente importante assistindo os shows, como o Joakin Morin, diretor do Montreal Jazz Festival, o Todd Puckhaber, programador do South By Southwest, o Kabubi Herman, figura importante da cultura de Uganda, Tomás Balcarce e Luis Balcarce, do selo argentino Queruza, muitos músicos e programadores de festivais de todo o Brasil e de unidades do Sesc. Infelizmente, com a vinda da pandemia tudo ficou suspenso, mas quero fazer de novo, vale muito a pena”, conta Bruno Montalvão, curador da noite Brain Productions.

O produtor Marcelo Damaso, curador do festival Se Rasgum, diz que já perdeu as contas de quantos negócios fechou na SIM São Paulo.

“Por conta da SIM todo mundo vem para a cidade e muitas reuniões são marcadas nesse período. E além de ser um ambiente propício para fechar negócios, é a época perfeita para isso, tem todas as coisas que a SIM São Paulo nos proporciona, nos coloca dentro. Foram muitos negócios, oportunidades e conversas que a gente já iniciou e reuniões com patrocinadores e marcas que a gente deixa para fazer nesse momento. Para quem está trabalhando com esse mercado midstream, de música ao vivo, não tem outra ocasião, não tem outra convenção melhor que a SIM”.

Gabriel Thomaz, guitarrista da banda Autoramas e criador do prêmio que leva seu nome, também viu grandes oportunidades surgirem: “O prêmio teve oportunidade de negócios com patrocínios e com apoios e as bandas também tiveram. O Black Pantera mesmo assinou com a Deck depois de ganhar o prêmio. Então são coisas bem interessantes que aconteceram”.

Bia Nogueira, responsável pelas noites Sonora e a Noite IMuNe – Instante da Música Negra, acredita que entre as vantagens de estar na programação oficial da SIM está a visibilidade que ela proporciona. “Produtores do Brasil inteiro, do Mundo Inteiro, têm acesso à essa programação, leem seu release, mas mais do que isso você pode se conectar de verdade com pessoas que podem ser seus parceiros no futuro porque na verdade ali na SIM todo mundo está sedento para conhecer novos trabalhos, novos artistas, novos produtores, então acho sinceramente que é uma grande oportunidade de fazer negócios”, avalia. “Indico para todo mundo do Brasil inteiro estar presente na SIM, e se não conseguir se encaixar em uma noite como atração, que produzam sua noite, que é possível, a gente, saindo aqui de Belo Horizonte, o IMuNe, conseguiu produzir, fazer contato através da SIM e a sonora a mesma coisa é super possível e importante”.

Neste ano, com a impossibilidade da realização de eventos presenciais, as noites de Programação colaborativa serão virtuais. As inscrições estão abertas até o dia 18 de setembro para que empresas, instituições, festivais, coletivos, escritórios de exportação, casas de show, artistas e profissionais em geral possam apresentar seus projetos.

“Eu acho o virtual, o formato da resistência. Já virou uma máxima do nosso setor de entretenimento, arte e cultura que fomos os primeiros a parar e seremos certamente os últimos a voltar. Em um contexto onde você tem uma obrigatoriedade do distanciamento social, esses encontros virtuais são essenciais, é um momento de troca de experiência, de fortalecimento, de fortalecimento emocional e também de construção de uma rede que pode inclusive ser mais ampla, você pode alcançar pessoas que no presencial você não alcançaria, gente do Brasil inteiro, de fora do Brasil que talvez não estariam ali no presencial”, diz Bia Nogueira.

Ao mesmo tempo que uma curadoria de apresentações virtuais é um desafio, também é uma inspiração para novas ideias. “Penso em adaptar o formato que eu fiz no Global Music Fest, de repente fazer uma festa em que eu possa juntar músicos do Brasil com outros de diversas partes do mundo, quase um mini festival virtual, já que hoje os shows não precisam ser presenciais”, diz Bruno Montalvão.

A programação colaborativa da SIM São Paulo será diferente, mas continua cumprindo o papel de apresentar o novo, promover conexões e provar que o poder da música está além de qualquer limitação ou adversidade. E as inscrições estão

 

 

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