OLIVER KNUST: INCENTIVADOR DA CENA ALTERNATIVA CHILENA

Oliver Knust é uma das figuras mais importantes da cena musical do Chile. Com uma sólida carreira, é um dos fundadores da IMICHILE , diretor do festival Fluvial,  videomaker, criador da gravadora Discos Río Bueno e conhecido por ser um dos maiores incentivadores da cena independente chilena e o responsável pela volta do vinil em seu país, o que deu novo fôlego à cena local.

O envolvimento com a música começou na infância. Ele cresceu numa casa com muitos discos, de estilos muito variados. Ele conta que ainda menino se refugiou na música e que ali concentrou todo o seu interesse.

Oliver estudou comunicação audiovisual e viu nos videoclipes um caminho para estar envolvido na cena independente do início dos anos 2000. “Então me tornei diretor de videoclipes para bandas independentes chilenas, o que me aproximou dos músicos e comecei a entender e participar do processo de gravação e shows ao vivo”, diz Oliver. “Além de dirigir mais de uma dúzia vídeos, acompanhamos as bandas e gravamos muito do que era viver há 15 anos. Esperamos que em breve possamos começar a construir um documentário contando como foi aquela época linda. A partir daí, fui morar no México por dois anos, tentando ajudar a difusão da música chilena lá, eu acho que foi nesse momento que decidi me dedicar à música”, conta.

Em 2009 Oliver começou a produzir vinis e enviar os discos para o Chile. Com o sucesso da empreitada, ele e seus sócios compraram uma fábrica de vinil “O trouxemos para o Chile de barco, mas não conseguimos começar o negócio, é um projeto inacabado que me machuca até hoje. Foi uma aventura bizarra tipo Fitzcarraldo, que agora até parece um pouco hilária”, diz ele em uma referência ao filme do diretor alemão Werner Herzog.

Embora já existisse como nome, foi em 2010 que Oliver deu início à sua gravadora, Discos Río Bueno, considerada a responsável pela mudança do cenário alternativo do Chile. “A verdade é que não acho que o cenário no Chile mudou. Eu tive a sorte de me cercar de amigos que trabalharam na renovação da música chilena por vários anos antes de mim e isso me deu a segurança de poder ousar tentar exportá-lo”, diz.

Oliver também é diretor do Fluvial, um dos principais eventos da indústria musical na América Latina. “Fluvial nasceu com a inteção de mostar o Chile e sua música de um ambiente arquetípico do sul, como Valdivia, que poderia nos diferenciar do resto dos países da América do Sul. Além disso nos dá a oportunidade de reunir grande parte da indústria durante três ou quatro dias com convidados internacionais para mostrar a efervescência da cena independente chilena”, diz.

E foi através desse festival que surgiu uma grande parceria com a SIM São Paulo. Os dois eventos começaram a compartilhar convidados e delegações internacionais, o que trouxe benefícios a ambos. “Ao compartilhar palestrantes, também compartilhamos certos temas nos painéis. Então todo ano mantemos contato com a Fabiana Batistela, diretora da SIM. para otimizar recursos e temas em comum entre os dois eventos”, explica Oliver.

Atualmente, Oliver divide seu tempo na direção do festival Fluvial, com trabalhos com o IMICHILE e a Chilemúsica “O IMICHILE foi o início de um coletivo em torno da cena independente do Chile. Podemos dizer que foi o momento inicial da formação de uma pequena indústria em torno de algo que naquele momento estava mais perto de ser uma comunidade. Essa iniciativa nasceu em busca de um jeiro de participar de eventos internacionais do tipo SXSW ou Primavera Pro, foi o que a Chilemúsica conseguiu consolidar depois de 10 anos, uma marca que pode promover a música chilena no exterior”.explica Oliver.

 

 

 

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