PAULO ROCHA: NOSSO MAIOR DESAFIO É ENTENDERMOS QUE SOMOS UM SÓ

Paulo Rocha é uma figura conhecida do underground paulistano. Fundador da banda Seychelles e baterista do Ludov, sempre teve uma ligação profunda com a música. Aos sete anos já tocava piano, e no início da adolescência descobriu a paixão pela bateria. Aos 16, foi estudar em Los Angeles, para terminar o colegial e fazer aulas de bateria no Percussion Institute of Technology. “Foi uma experiência interessante, porém um pouco frustrante. Ali percebi o quanto a educação musical nas escolas brasileiras era defasada. Eu era um bom baterista no Brasil, havia estudado bastante, mas eu não chegava aos pés dos alunos americanos que estudaram música no colegial”.

Depois da banda Seychelles, formada ainda na faculdade, Paulo passou a tocar com o Ludov, que nos anos 2000 tinha uma agenda agitada nas principais casas do circuito alternativo de São Paulo. O período com a banda coincidia com uma carreira bem-sucedida na publicidade; Paulo passou por agências como na McCann-Erickson, Wunderman, RazorFish, Digitas, Publicis e Thompson. “Participava de reuniões com os presidentes dessas grandes empresas e a noite passava em casa, tomava um banho e ia tocar baterIa nos inferninhos da cidade. Era uma vida dupla, me sentia um super-herói, pois de dia eu estava de terno e a noite entrava na cabine telefônica e me transformava em um baterista”, diz.

Sua conexão com a SIM São Paulo, começou muito antes dela existir. Paulo cursou marketing com Fabiana Batistela (diretora da SIM), amiga de longa data e empresária de sua primeira banda, a Seychelles. “Quando cheguei na SIM era tudo mato! Eu frequento o evento desde sua primeira edição”, diverte-se.

Frequentador da SIM desde as primeiras edições, Paulo já teve todo tipo de relação com o evento e neste ano enfrenta um novo desafio, de trabalhar como gerente de novos negócios: “Eu já estive na SIM como curioso, como palestrante (apresentando uma palestra sobre como transformar os dados em estratégias no mercado da música), como anunciante e como músico procurando contatos. Posso dizer que já fiz de tudo um pouco na SIM, mas como funcionário é meu primeiro ano”.

A possibilidade de trabalhar na SIM já se desenha há dois anos, mas como tinha um bom cargo numa empresa cujas possibilidades de crescimento eram grandes, relutou até aceitar o convite para trabalhar no planejamento e venda das oportunidades digitais para os parceiros, patrocinadores e anunciantes da SIM. “O maior desafio para mim e para a SIM 2020 é conseguir entregar uma experiência enriquecedora para os participantes da SIM de maneira virtual e ao mesmo tempo entregar valor para os parceiros, patrocinadores e anunciantes”, afirma.

A pandemia do coronavírus e as restrições que ela acarreta tornam o desafio ainda mais complexo. “Sem pandemia a SIM já era um evento essencial para artistas que ainda não estão no mainstream, para os novos artistas, para aqueles que estão em ascensão ou que são independentes. Agora, com a Pandemia, os adjetivos para descrever a SIM acabaram. Talvez fundamental, ou imprescindível, ou indispensável, urgente, vital. Você leitor pode escolher como descrever a importância da SIM no cenário musical atual”, diz.

“Acho que hoje nosso maior desafio é entendermos que somos um só, ainda mais com isolamento, e com clichê mesmo. Somos um só planeta, os humanos são uma só espécie, estamos respirando um só ar, estamos todos suscetíveis ao mesmo Covid e todo esse pensamento que busca dividir pensamentos, pessoas em raças, em credos, em opções sexuais só atrasa o inevitável. Um dia perceberemos que se não nos unirmos morreremos todos. Então eu sou um daqueles que acham que quanto antes martelarmos essa ideia de união com tolerância ao diferente, melhor para a humanidade”, conclui.

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