A cultura indígena é complexa e diversa, e talvez por isso pareça algo incompreensível em sua totalidade, e talvez seja. Principalmente para uma sociedade que ainda tem um olhar carregado de estereótipos, uma visão colonialista e ultrapassada. De acordo com o censo 2010, o Brasil tem pouco mais de 800 mil pessoas que se declaram indígenas, distribuídos em 225 povos e quase 60% vivem em áreas rurais ou em aldeias, o que mostra o apego e a importância da terra em suas vidas, um assunto recorrente entre os artistas da nova música indígena. Como uma sequencia da mesa Música Indígena Contemporânea do Brasil e da América Latina, da SIM 2019 (com mediação do DJ e produtor cultural PatrickTor4 e participação da rapper Brisa Flow, do radialista Marcos Julio Aguiar, Anapuaka Muniz Tupinambá, curadora do festival YBY, e o músico argentino Diego Perez) a SIM 2020 propõe um encontro e reflexão mais amplos com representantes de música de povos nativos de várias partes do mundo, como Canadá, Austrália, Chile. Representações artísticas tão diversas, mas conectadas pelo mesmo propósito: denunciar e reescrever uma história de repressão e genocídio, reafirmando o papel de cada povo na construção da sociedade e da cultura de uma nação.

 

Palestrantes: Jeneda Benally (Sihasin, Navajo Nation-Arizona/ USA), ShoShona Kish (International Indigenous Summit/Canadá), Tina Wroblewski (Globol Toronto/ Canadá), Kunumi MC (Artista/SP), Marcelo Godoy (Fluvial/Chile), Faumelisa Manquepillán (Artista/ Chile), DOBBY (Artista/Austrália) e Juliano Basso (Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros/GO). Mediação: Brisa Flow (Artista/SP).


Data

nov 23

Hora

20:00 - 22:00

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