RADIALIVRES, O COLETIVO DE RADIALISTAS QUE NASCEU NA SIM SÃO PAULO

Neste dia 21 de setembro, data em que é comemorado o dia do radialista, está sendo lançado o Radialivres, um coletivo formado por 25 profissionais de rádio que atuam em rede em prol da música e da cultura brasileira.

O radialista Mario Sartorello conta que o embrião de tudo isso surgiu em um painel que aconteceu na SIM São Paulo em dezembro de 2018: “No meio das discussões sobre o futuro do rádio, chegamos à conclusão de que existiam muitas ideias, muitos profissionais fazendo coisas interessantes por todo o país, mas cada um levando de maneira individual esse trabalho da divulgação da música brasileira em conteúdos de áudio. E daí surgiu a ideia de nos juntarmos. Começou como um grupo de whatsapp mas a chegada da pandemia parece que catapultou essa necessidade das pessoas se juntarem para criar esperanças juntos, discutir problemas e achar soluções”, diz ele.

O site do coletivo, que acabou de entrar no ar, traz um manifesto e em breve reunirá informações sobre os participantes e também sobre as principais áreas de atuação, que incluem discussões sobre a importância da valorização da categoria. “Existe uma certa discrepância na comunicação de maneira geral, em como tratam a gente nesse aspecto de investimento e visibilidade. O mercado não entende a visibilidade que a gente dá porque não existe hype. As emissoras de rádio médias em cidades grandes conseguem dialogar com 100 mil pessoas por hora. Em algumas cidades, mais até do que alguns veículos de TV, ou mesmo canais de internet ou podcasts, o rádio FM tem essa força muito grande, mas existe uma descrença, existe esse descompasso porque não há um hype, um apogeu ao redor do veículo, então naturalmente as condições de trabalho são diferentes. Essa é uma das nossas muitas discussões”, diz o radialista Patricktor4, um dos fundadores do Radialivres, que também faz parte do Conselho Consultivo da SIM São Paulo. A radialista Patrícia Palumbo, que também faz parte do coletivo, confirma essa informação: “Não importa o que você faz, só por estar no rádio você já tem uma desvalorização do custo, do valor do cachê que te oferecem para fazer exatamente a mesma coisa”.

Em paralelo às discussões sobre as questões da profissão de radialista e do fazer rádio, o coletivo também tem entre suas missões a de divulgar a música brasileira, baseada em três pilares que são a diversidade, a qualidade e a novidade.

“Somos dedicados a difundir e propagar nomes da música brasileira desde o princípio, desde antes de sermos um coletivo. Isso aliás foi o princípio da nossa união, porque é comum a todos os participantes do Radialivres esse amor pela música brasileira e essa convicção de que a diversidade da música brasileira é muito maior do que se apresenta nos veículos tradicionais. Nossa intenção é levar a um número maior de ouvintes essa diversidade e furar essa bolha, sair dos veículos alternativos, das radio web, das rádios públicas e universitárias e atingir os meios de comunicação de massa, nossa intenção é quase revolucionária”, diz Patrícia Palumbo.

E muitas coisas ainda estão por vir. O Radialivres já está fechando uma participação na Festa da Música de Fortaleza, levando palestras, entrevistas especias e um conteúdo produzido pelos radialistas e jornalistas que fazem parte do coletivo. Segundo Mario Sartorello, os planos vão muito além: “Por enquanto estamos concentrados no lançamento do site, mas já estamos planejando outras ações, estamos montando um player que tem nome provisório de Radar, que será como uma estação de rádio com curadoria e novidades musicais de cada parte do país, também estamos discutindo a criação de um prêmio Radialivres”.

Patricktor4 comenta o que mais podemos esperar desse projeto. “A partir de agora nossa intenção é abrir, colocar o menino no mundo, anunciar a todos e todas que existe um grupo de radialistas comprometidos com a cena musical e com a linguagem radiofônica com o meio rádio, mas não só exclusivo ao dial, a gente também está no podcast a gente também está atuando em outras frentes e está aberto para outros profissionais que compreendam, que se fazem parte disso, que entendam, que se identifiquem com nossas colocações, venham junto para somar, trazer suas experiências que a gente quer mesmo é ocupar espaço.” diz.

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