REVISTA SIM SÃO PAULO 2019 – A MÚSICA COMO EMPREENDIMENTO E NEGÓCIO

POR RENATA GOMES (GERENTE DE PROJETOS NO DATA SIM E INTEGRANTE DA DIRETORIA DA WOMEN IN MUSIC BRASIL) // FOTO: PITCH DE STARTUP DE MÚSICA E TECNOLOGIA NA SIM 2019 POR RODRIGO GIANESI

MVP, lean, market fit, hurdle rate, pivotagem, KPI, aporte, bootstrapping, escalabilidade. Talvez você não esteja bem familiarizado com estes termos, mas, se empreende no mercado de música, eles até fazem parte de sua rotina.

Primeiro porque você provavelmente teve de criar uma versão simplificada do seu negócio (mínimo produto viável, na sigla em inglês MVP), para aprender sobre o cliente com agilidade, baixo custo e mínimo desperdício (lean).

Depois porque deve ter buscado adequações com o mercado (market fit) e lutado para garantir uma taxa mínima de retorno do investimento e a tão desejada viabilidade do negócio (hurdle rate).

Pode ser ainda que você tenha redesenhado o seu modelo de negócio (pivotagem) ao reavaliar aspectos “chave” na performance do seu empreendimento (key performance indicator – KPI).

Assim ocorreu com a Superplayer, startup que migrou de um repositório de músicas para um modelo de curadoria de playlists. Hoje, com o investimento (aporte) da Movile (dona da iFood), também desenvolve projetos especiais para marcas como Bradesco, SBT, Azul, entre outras.

Podemos citar também a daleGig, plataforma de gestão de turnês que na banca de pitch da SIM São Paulo 2018 ainda chamava 2DL. Um novo nome e adaptações do modelo de negócio levaram a uma classificação em primeiro lugar no Startup SP (programa de startups digitais do Sebrae) e espaço na Estação Hack SP, centro de inovação criado pelo Facebook.

E o que dizer sobre a KondZilla? Saiu dos recursos próprios do seu fundador (bootstrapping) às frutíferas parcerias com gigantes como Universal Music Publishing Group e a plataforma Netflix para ganhar o mundo (olha a escalabilidade aí).

Streammus, SmartRights e Bee My Ears são outros exemplos inspiradores do ecossistema brasileiro de startups de música. E o que mais pode vir por aí? Fico ansiosa para saber os próximos capítulos da “sua música”: seja o seu som autoral – você artista empreendedor que está lendo este texto – ou mesmo aquela famosa plataforma que tem prometido se reinventar.

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