ROBERTA ALMEIDA CUNHA: A CINEASTA POR TRÁS DAS TRANSMISSÕES DA SIM 2020

Neste ano em que a SIM São Paulo será totalmente online, a cineasta Roberta Almeida Cunha será a responsável pela direção geral das transmissões das lives e conteúdos que serão apresentados na edição 2020 da SIM São Paulo.

“Conheci a SIM no ano passado e pude assistir alguns showcases, me encantei. Vi muita gente legal. O grande desafio para essa edição é transformar um evento com o potencial de conteúdo da SIM num evento 100% online. Estou desenvolvendo a linguagem visual e artística e também alinhando os melhores formatos e plataformas para que a experiência seja tão incrível ou mais do que já vinha acontecendo. A programação vai ser intensa, imperdível”, conta Roberta.

Com vasta experiência em audiovisual, a carreira de Roberta começou já no primeiro ano da faculdade de cinema da FAAP, quando se tornou estagiária de produção da O2. Logo, migrou para a área com a qual se identificava mais, a direção. Naquela época eles produziam os clássicos filmes da C&A com do Sebastian Soul. “Também passei pela produtora Film Planet até que me formei”, conta ela.

Roberta começou então a experimentar o que na época era considerada uma nova profissão, a de Visual Jockey. Assim, ela se dividia entre os sets de filmagem e a noite paulistana, quando atuava como VJ criando e projetando imagens nos festivais de música eletrônica.

Veio então o convite para ser curadora da edição brasileira do QuickFlick World, festival temático de curtas de 1 minuto. O evento acontecia em 12 capitais pelo mundo e reunia muitos diretores e produtores de conteúdo do Brasil. “Foi numa de suas edições que dirigi o meme clássico ‘Árvores Somos Nozes’, com o qual dou muita risada até hoje”, diverte-se. “Depois disso segui freelando na área de direção em produtoras grandes diversas, como Bossa Nova Films, Academia de Filmes, Dogs Can Fly e Zola”, completa.

Um novo momento surgiu quando foi convidada para ser Head de Produção da Vice, produtora de conteúdo e publisher, onde também assinava a direção de conteúdos diversos. A partir daí, Roberta estava completamente preparada para um novo desafio: “Faz alguns anos que sou sócia da BlueCanario Films, produtora de branded content que hoje faz parte do hub Nossa Crew, englobando empresas com potencias de streaming, comunicação, locação de equipamento de filmagem e cenografia, onde sou diretora geral. Hoje o nosso foco são os projetos de marca que envolvam shows e conteúdos ao vivo, com forte proposta de trazer mulheres e pessoas pretas para as equipes que formo. Essa é uma parte importante da nossa filosofia: abrir espaço para mulheres (pretas, trans, cis) num mercado que ainda é predominantemente masculino. Na última WME Conference por exemplo montei uma equipe 78% feminina”.

Roberta conta que hoje é sócia e diretora de um projeto de live quinzenal chamado Todo Mundo É DJ: “É um programa de entrevistas musicais com djs e produtores apresentado por Claudia Assef. Já entrevistamos DJ Marky, Eliana Iwasa, Gui Boratto, KL Jay, Cinara Martins, Anderson Noise, Paulo Tessuto, DJ Murphy, BadSista, Andrea Gram, Nepal, Mau Mau, Malka, Cashu, crew da festa Batekoo e até Narcisa Tamborindeguy”, conta.

A paixão por filmes e séries levaram Roberta a escolher o curso de cinema. “Sabia que era em alguma coisa ali naquela área vasta que ia encontrar o meu lugar, diz. Outra paixão, que norteia sua carreira, é a música. Roberta é daquelas pessoas que ouve música o tempo todo e tem sempre uma boa escolha para cada momento. “Sou do tipo que escuta música no banho, cozinhando, no carro, no metrô, no café da manhã, na bike, no almoço, correndo, no jantar… É impossível viver sem música”, conclui.

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