SOFIA TREMEL: QUERO MUDAR O MUNDO COM A MÚSICA

Nascida no primeiro ano do século 21, Sofia Tremel cresceu no bairro boêmio da Vila Madalena, em São Paulo, na casa dos avós maternos (uma fã de Beatles e um fã dos Rolling Stones). Com objetivos bem definidos, a estudante de design gráfico tem como ponto central de suas escolhas a música. “Fui criada por eles dois e pela minha mãe Carolina, provavelmente a mulher mais foda do mundo. Hoje em dia ela é diretora de uma multinacional dentro da indústria farmacêutica, mãe de três meninas e DJ! DJ cara, minha mãe é DJ!”. Ao lado do pai, Sofia foi ao primeiro festival, o Lolapalooza, aos 13 anos. “Ele é aquele tipo de cara que já foi em todos os shows do mundo, de todas as bandas possíveis. Hoje em dia acho que a gente compete secretamente para ir em shows em que o outro ainda não foi…”, conta. O padrasto, Fábio, fanático por Ska, Hardcore e Reggae (também os gêneros favoritos de Sofia), também exerce grande influência em sua formação. “Ele me ensinou a fazer stagedive, a melhor sensação do mundo.Além disso, ele me levava para a escola todos os dias e a gente ia escutando Love Will Tear Us Apart, do Joy Division, era bem legal”, diverte-se. A adolescência foi a fase de descobertas importantes: “Eu ia para a escola ouvindo música, e corria de volta pra casa para ouvir mais música. Foi nessa época que eu comecei a pesquisar sobre as bandas que eu gostava, procurava entrevistas, fatos dos bastidores, ouvir músicas dos lados B”.

Sofia costuma dizer que a música salvou sua vida: “Acho que sem ela eu não teria noção nem de um terço das coisas que eu tenho. Ela me ensinou sobre mim, sobre os outros, sobre amar, ter raiva, carinho. Todos os meus sentimentos podem ser definidos por uma faixa ou outra, todos”, diz. “Minha relação com a música me mostrou que eu queria poder mudar o mundo usando cultura, mas se desse eu quero mudar o mundo com a música”.

Foi com esse pensamento que, em 2017, iniciou sua carreira profissional. “Um dia vi que o Boogarins iria se apresentar na Casa do Mancha, uma casa de show que eu não conhecia, mas que ficava literalmente (eu contei) dois minutos a pé da minha casa. Então, em plena quarta-feira, peguei minhas coisas e fui até a Casinha. Esse também foi o primeiro show que fui sozinha, uma das coisas mais gostosas de fazer na vida também”, conta.

Impressionada com o show e com o lugar, Sofia se encorajou a enviar um e-mail para lá no dia seguinte. Apresentou-se e assim conseguiu sua primeira entrevista de emprego e, em seguida, o posto de estagiária. “Então foi assim, eu comecei fazendo posts para as redes sociais da Casinha, assistia altos shows e conheci pessoas incríveis. Foi lá que ganhei o apelido Soso, por causa do meu endereço de email juvenil demais para ser tratado como profissional. A Casinha me ensinou que eu poderia trabalhar com música, e me ensinou que meu lugar era na comunicação. Me apresentou a realidade da vida de quem trabalha com música, e me mostrou que tinha muita gente como eu, que a música tinha salvado a vida e tudo mais. Deixo aqui meu muito obrigado ao Mancha, à Liu, à Katia Abreu e ao Arthur”.

Há dois anos, Sofia integra o time da SIM São Paulo como estagiária de comunicação. “Desde então, tô por aqui. Tentando resolver os BOs da melhor forma que eu consigo, trabalhando com ídolos (mas não conta pra ninguém, ambiente profissional não pode tietar, né?) e entendendo que a música é muito maior do que eu imaginava, aprendendo a importância dela e podendo compartilhar minha paixão com outras pessoas, ainda bem. Meu maior desafio hoje em dia é conseguir aceitar quem eu sou. Às vezes é difícil acreditar que eu faço as coisas que eu faço, trabalho com as pessoas que eu trabalho, que eu tenho um mínimo de voz e importância em algo que eu acredito tanto. Além disso, ser mulher, jovem, trabalhar e estudar não é tão bem visto por todo mundo, mas enfim, eu acho foda”, diz.

Entre seus planos para o futuro, está a vontade de continuar estudando e aprendendo. E, enquanto os shows presenciais que tanto ama não voltam, Sofia sonha alto. “Planejo festivais na minha cabeça e faço a identidade visual deles para a faculdade.

Ando escutando muito o que quem trabalha comigo fala, acho que isso faz parte do trabalho. Eu aprendo muito na SIM, tanta coisa que eu não sabia e tanta coisa que eu ainda tenho para aprender, isso é uma das partes mais legais do trabalho”.

Sofia se considera, no fundo, uma comunicóloga em construção. “Acredito de verdade que a comunicação está em tudo, a linguagem, independente da forma, é uma das coisas mais importantes que existe. É ela que pode causar revolução, mudar o mundo.” E vai além: “Meu sonho mesmo é ser VJ da MTV, talvez um dia eu junte minha galera e faça esse negócio acontecer de novo…”

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