VENDA DE INSTRUMENTOS MUSICAIS TEM CRESCIMENTO DURANTE A PANDEMIA

Recentemente a Fender Guitars, uma das marcas mais tradicionais entre as fabricantes de instrumentos musicais, anunciou que 2020 será o melhor ano em vendas da sua história.  Também houve um aumento significativo na procura de aulas através do aplicativo Fender Play. Esses recordes foram atribuídos a uma mudança nos hábitos de consumo causada pelo isolamento social e uma procura por novos hobbies.

No Brasil o fenômeno se repetiu, mas em uma escala menor. Segundo o presidente da Associação Nacional da Indústria da música, Daniel Neves, de março a junho houve uma queda de quase 70% na venda dos instrumentos em relação ao mesmo período do ano passado, mas a partir de junho houve uma grande recuperação e o setor espera fechar o ano com ao menos 90% dos valores comercializados em 2019, o que, segundo ele, é um ponto muito positivo. “A venda de ukuleles teve um aumento de 50% na média, violões em torno de 30% e as interfaces digitais esgotaram. O processo criativo na música se converteu ao digital e não há escapatória, isto ocasionou a venda de produtos que navegam no ambiente digital”, diz Daniel.

Outro fator determinante para o aumento das vendas de instrumentos foi o comercio digital. Segundo uma pesquisa da Compre & Confie, houve um aumento de mais de 250% no volume de vendas online.

Com a chegada da pandemia, a música se tornou um hobbie agradável, orgânico e aprender a tocar um instrumento se tornou algo relativamente fácil, já que hoje é possível acessar dezenas de aplicativos nos smartphones e assistir centenas de aulas e workshops no YouTube. Quem pretende se aprimorar pode acessar diversos cursos online, no Brasil e no exterior, que contemplam músicos nos mais diferentes estágios, dos iniciantes aos profissionais. “O digital abriu as portas do aprendizado sob demanda. Sem dúvida, o saldo é positivo e sairemos mais musicais desta pandemia” afirma Daniel.

Ainda é cedo para saber se esse aumento realmente é uma tendência ou apenas um fenômeno ligado aos novos hábitos criados durante a pandemia. Uma pesquisa de 2007 encomendada pela revista Música & Mercado para a Synovate Research (atual Ipsus), revelou que 25% dos lares consultados tinham algum instrumento.

Embora não exista uma pesquisa completa sobre o perfil do consumidor brasileiro, sabe-se que a maior parte das vendas ainda acontece na região sudeste, que concentra cerca de 60% das vendas de instrumentos musicais em nosso país.  Daniel disse que já estão sendo realizadas pesquisas em relação às categorias de instrumentos musicais para uma maior compreensão desse mercado.

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